O pesquisador norte-americano David Henson apresentou o conceito SurfacePlan, uma roda que aplica força diretamente ao solo e promete substituir todo o sistema de transmissão dos veículos. A ideia foi divulgada em 30 de setembro de 2025 e ainda se encontra em estágio conceitual.
Como funciona
Diferentemente da roda convencional, que depende de pistões, eixos e engrenagens para transferir energia, o modelo proposto utiliza atuadores lineares instalados na própria circunferência. Esses atuadores, descritos por Henson como semelhantes a pistões, projetam-se para fora do pneu e empurram o veículo para frente. Cada atuador pode ser elétrico, hidráulico ou pneumático, e possui ponta de borracha para garantir aderência ao piso.
Principais características
- Eliminação completa da transmissão tradicional;
- Atuadores lineares controlados por inteligência artificial;
- Programação de padrões de tração conforme o tipo de piso;
- Potencial redução do peso total do veículo entre 50% e 75%;
- Maior possibilidade de personalização do comportamento da roda.
Desafios técnicos
Especialistas apontam obstáculos para a viabilidade do projeto, como a força vertical gerada pelos atuadores, a dificuldade de vedação dos componentes, a durabilidade do conjunto e o risco de falhas mecânicas. Há também preocupação com o consumo de energia necessário para acionar dezenas de atuadores e com a manutenção de um sistema tão complexo.
Outro concorrente direto da SurfacePlan é o motor elétrico integrado ao cubo da roda, tecnologia já estabelecida no mercado e considerada confiável para fornecer torque de forma eficiente.
Próximos passos
Henson reconhece que a invenção está longe da produção comercial. O objetivo inicial é atrair investidores por meio da plataforma Wefunder e desenvolver protótipos funcionais. Segundo o cientista, a roda pode encontrar aplicações em veículos leves, robótica e ambientes controlados antes de chegar ao setor automotivo tradicional.
Mais de cinco milênios após a invenção da roda na antiga Mesopotâmia, a proposta de Henson sugere que ainda há espaço para repensar esse componente fundamental da mobilidade.
Com informações de WizyThec

