Cientistas das universidades de Birmingham (Reino Unido), Radboud (Países Baixos) e Brock (Canadá) identificaram um possível motivo para a sensação de que o tempo corre mais rápido conforme a idade avança. Os resultados foram divulgados na revista Communications Biology.
A equipe avaliou 577 voluntários, entre 18 e 88 anos, durante a exibição de um trecho de oito minutos do curta “Bang! You’re Dead” (1961), de Alfred Hitchcock. Enquanto assistiam à cena de suspense, os participantes passaram por exames de ressonância magnética funcional e eletroencefalograma.
Os pesquisadores aplicaram o algoritmo Greedy State Boundary Search (GSBS) para mapear as transições entre padrões de atividade cerebral. O processamento indicou que, nos participantes mais velhos, essas transições ocorriam com menor frequência, resultando em menos estados neurais — e de duração mais longa — dentro do mesmo intervalo de tempo.
Segundo os autores, registrar um número reduzido de eventos pode fazer com que adultos mais velhos percebam a passagem do tempo como mais rápida. “Quando há mais mudanças, a memória costuma ser melhor; destacar transições, como apontar que o garoto pode ter saído de casa com a arma carregada, pode tornar os estados neurais mais distintos e melhorar a lembrança”, explicou Karen Campbell, professora de psicologia na Universidade Brock.
Imagem: Michel Caicedo
Os pesquisadores pretendem usar as conclusões para desenvolver terapias voltadas ao reforço da memória em adultos mais velhos, especialmente aqueles nos estágios iniciais de demência.
Com informações de WizyThec

