Gravidez ectópica: sintomas, fatores de risco e formas de tratamento

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A gravidez ectópica ocorre quando o embrião se implanta fora do útero, impedindo a evolução normal da gestação e colocando a saúde da mulher em risco. Médicos classificam a condição em dois grupos principais: ectópica tubária, quando o desenvolvimento acontece na trompa de Falópio, e ectópica abdominal, que pode surgir em ovário, cavidade abdominal ou colo do útero.

Principais sinais de alerta

No início, o quadro costuma se limitar ao atraso menstrual, mas podem aparecer sangramento vaginal e teste de beta-hCG positivo. Conforme evolui, a mulher pode sentir dor pélvica ou abdominal em pontada ou cólica, fadiga, tontura e náuseas. Se houver ruptura da gravidez ectópica, o sangramento interno torna-se grave e há risco de morte.

Fatores de risco

De acordo com o Manual MSD e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), os fatores que aumentam a probabilidade de uma gestação ectópica incluem:

  • Histórico anterior de gravidez ectópica;
  • Cirurgias pélvicas, especialmente na trompa (inclusive laqueadura);
  • Lesões ou anomalias nas trompas de Falópio após infecção ou cirurgia;
  • Uso de técnicas de reprodução assistida na gestação atual;
  • Doença inflamatória pélvica ou infecções sexualmente transmissíveis prévias;
  • Infertilidade;
  • Endometriose;
  • Tabagismo;
  • Idade materna acima de 35 anos;
  • Uso de dispositivo intrauterino (DIU) – incidência baixa.

Como é feito o diagnóstico

A avaliação começa com o teste de gravidez e a análise dos sintomas. Exames de ultrassonografia ajudam a localizar o embrião, enquanto a dosagem sanguínea de hCG confirma a gestação e auxilia no acompanhamento.

Tratamento

Identificar o problema cedo é essencial. Quando a gestação ectópica é pequena e ainda não se rompeu, os médicos podem optar por medicamento que interrompe o desenvolvimento embrionário e monitorar os níveis de hCG até a completa regressão. Se o método medicamentoso não surte efeito ou se a ruptura já ocorreu, a solução é cirúrgica, geralmente por laparoscopia, para remover o embrião e estancar o sangramento.

O tratamento imediato é fundamental para preservar a vida e a fertilidade da paciente.

Com informações de WizyThec

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