Mais de 183 milhões de endereços de e-mail e senhas de serviços como Gmail, Outlook e Yahoo foram expostos em um megavazamento confirmado nesta segunda-feira (27 de outubro). A informação foi divulgada pelo pesquisador de segurança Troy Hunt, criador do site Have I Been Pwned, plataforma que permite checar se uma conta já apareceu em violações anteriores.
De acordo com Hunt, o pacote de dados soma cerca de 3,5 terabytes e teria sido compilado em abril de 2025 a partir de programas maliciosos do tipo infostealer, capazes de extrair credenciais armazenadas em dispositivos e revendê-las na dark web. O especialista afirma que “todos os principais provedores” estão envolvidos, com o Gmail aparecendo em “grande destaque”.
Volume inédito, mas dados já conhecidos
Mais de 90% dos endereços listados já haviam surgido em vazamentos passados. Mesmo assim, o novo compilado reacendeu o alerta global sobre a reutilização de senhas idênticas em diferentes plataformas, como Amazon, Netflix e eBay.
Como verificar se sua conta foi afetada
Usuários podem conferir se seus dados estão no lote acessando o Have I Been Pwned. Após digitar o endereço de e-mail, o serviço indica se ele foi exposto em alguma violação nos últimos dez anos. Se comprometido, o site exibe a mensagem “Oh no — pwned!” acompanhada da lista de incidentes e dos serviços envolvidos.
Entre as informações possivelmente vazadas estão nomes, datas de nascimento, senhas, números de telefone, endereços físicos e nomes de usuário.
Google nega invasão direta ao Gmail
Em comunicado, a divisão Google Cloud classificou como “imprecisos e incorretos” os relatos de uma invasão aos sistemas do Gmail. Segundo a empresa, não houve ataque direto à plataforma; os criminosos obtiveram as credenciais por meio de softwares maliciosos instalados nos dispositivos das vítimas.
Imagem: Captura de tela
O Google recomendou a ativação da verificação em duas etapas (2FA) e o uso de chaves de acesso como alternativa às senhas convencionais.
Recomendações de segurança
Caso o endereço de e-mail apareça entre os comprometidos, especialistas sugerem:
- trocar imediatamente a senha, evitando repeti-la em outros serviços;
- criar combinações com letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos, com pelo menos 12 caracteres;
- ativar a autenticação em dois fatores por SMS, aplicativo autenticador ou chave física;
- revisar dispositivos conectados à conta e remover acessos suspeitos;
- manter sistemas operacionais e aplicativos atualizados e evitar clicar em links desconhecidos.
Essas medidas reduzem o risco de novas invasões, mesmo que a senha volte a ficar exposta.
Com informações de WizyThec

