Nesta sexta-feira, 24 de outubro, a Lua passará diante de Antares (Alpha Scorpii) e provocará uma ocultação da estrela supergigante vermelha. O fenômeno ocorre entre 19h45 e 23h53 (horário de Brasília), segundo o guia InTheSky.org.
A ocultação completa estará acessível apenas a observadores em pontos específicos do planeta, incluindo Argentina, Chile, Ilhas Maldivas e Antártica. No restante do globo – Brasil incluído – será possível ver apenas a aproximação entre os dois astros logo após o pôr do Sol.
Características de Antares
Antares é uma supergigante vermelha de classe M situada a cerca de 600 anos-luz da Terra. A estrela possui entre 15 e 18 vezes a massa do Sol e aproximadamente 883 raios solares de diâmetro. Caso ocupasse o centro do Sistema Solar, sua camada externa ultrapassaria a órbita de Marte e se aproximaria da de Júpiter.
Ela é a 16ª estrela mais brilhante do céu noturno – por vezes considerada a 15ª, dependendo da contagem dos componentes de Capella – e exibe magnitude aparente de +1,09. O nome Antares, derivado do grego, refere-se ao “antagonista de Áries”, aludindo ao brilho avermelhado que rivaliza com o planeta Marte.
Por que poucos verão a ocultação
Ocultações lunares são eventos locais. Devido à grande paralaxe da Lua, sua posição aparente pode variar até dois graus quando observada de extremos opostos da Terra. Essa diferença faz com que o disco lunar cubra Antares somente para quem estiver na faixa geográfica correta, destacada em contornos vermelhos (desaparecimento) e azuis (reaparecimento) em mapas de visibilidade divulgados pelo InTheSky.org.
Observação no Brasil
No território brasileiro, a melhor oportunidade será notar a conjunção entre a Lua crescente, iluminada em 13%, e Antares. O par surge no céu oeste por volta das 18h45 e desce lentamente, ocultando-se no horizonte sudoeste antes das 21h. Antares estará posicionada ao norte da Lua, a cerca de 29° de altitude no início da noite.
Binóculos de aumento 10×50 facilitam a visualização tanto da estrela quanto do terminador lunar – a linha que separa dia e noite no satélite, onde crateras e mares são realçados.
Com informações de WizyThec

