A Microsoft apareceu em 40% de todas as tentativas de phishing realizadas no terceiro trimestre deste ano, revelou relatório da divisão de inteligência de ameaças da Check Point Software, a Check Point Research (CPR). O estudo confirma que a gigante da tecnologia foi a marca preferida por criminosos digitais entre julho e setembro.
Google e Apple completam o pódio
No levantamento, o Google ficou na segunda posição, responsável por 9% dos golpes, enquanto a Apple ocupou o terceiro lugar, com 6%. Juntas, as três companhias responderam por mais da metade dos incidentes registrados no período.
Top 10 de marcas mais visadas
Confira a lista divulgada pela CPR:
Microsoft – 40%
Google – 9%
Apple – 6%
Spotify – 4%
Amazon – 3%
PayPal – 3%
Adobe – 3%
Booking – 2%
LinkedIn – 2%
DHL – 2%
Pagamentos e logística ganham atenção dos golpistas
De volta ao Top 10 após um longo intervalo, PayPal e DHL refletem o interesse crescente de fraudadores em serviços financeiros e de entregas, onde urgência e confiança costumam ser determinantes para o sucesso dos ataques. Segundo a CPR, a temporada de compras de fim de ano deve ampliar esse foco em plataformas de viagens, varejo e transporte.
Setor de tecnologia segue como o mais atacado
Assim como em trimestres anteriores, empresas de tecnologia foram as principais alvos. Em seguida aparecem redes sociais e comércio eletrônico. O relatório também destaca que campanhas de phishing deixaram de exibir erros grosseiros: com recursos de inteligência artificial, elas se tornaram mais personalizadas e convincentes.
Imagem: Skorzewiak
Sites falsos miram dados sensíveis
Entre os casos examinados, analistas encontraram uma página falsa da DHL (dhl-login-check[.]org) que imitava o portal oficial da transportadora para captar credenciais, telefones e endereços de usuários. Outro domínio, paypal-me[.]icu, prometia recompensas fictícias e induzia vítimas a fornecer senhas e dados de cartão de crédito.
“Os cibercriminosos intensificam o uso de serviços e ferramentas presentes no cotidiano, explorando a familiaridade das vítimas”, afirmou Omer Dembinsky, gerente de pesquisa de dados da Check Point Software. Para ele, enfrentar a nova onda de golpes requer prevenção baseada em IA, autenticação robusta e educação contínua dos usuários.
O relatório reforça que, à medida que se aproximam eventos como Black Friday e Natal, a combinação de urgência nas compras e confiança em marcas conhecidas mantém o phishing entre as ameaças mais lucrativas para criminosos.
Com informações de WizyThec

