Pesquisadores das universidades de Varsóvia e Cracóvia, na Polônia, divulgaram uma proposta teórica que pretende conciliar as duas principais descrições da natureza: a Relatividade Geral, de 1915, e a Mecânica Quântica, desenvolvida no final do século XIX.
A nova abordagem utiliza o chamado Tensor Alena para “esticar” o espaço-tempo curvo descrito por Albert Einstein até transformá-lo em um espaço-tempo plano, processo comparado a alisar a casca de uma laranja. Uma vez alcançada essa geometria plana, aplicam-se as ferramentas matemáticas já consolidadas da mecânica quântica, mantendo intactos os resultados da Relatividade Geral.
Como funciona a proposta
Na formulação elaborada pelos físicos poloneses, as equações quânticas derivadas descrevem o sistema físico completo, englobando todas as forças. O trabalho conclui que a gravidade está presente na mecânica quântica desde o princípio, o que representa uma inversão no caminho tradicional da busca por uma teoria da gravidade quântica — historicamente focada em “quantizar” a gravidade.
Incompatibilidade histórica
Segundo o professor Francisco José Torcal Milla, da Universidade de Zaragoza, na Espanha, a dificuldade de unificar as teorias decorre do caráter determinista da Relatividade Geral e do aspecto probabilístico da Mecânica Quântica. Para o docente, a nova proposta oferece um modo de contornar essa incompatibilidade ao tratar a gravidade dentro do arcabouço quântico sem alterar as previsões de Einstein.
Contexto das teorias atuais
A Relatividade Geral descreve o espaço-tempo como uma malha deformada pela presença de massa, explicando fenômenos em grande escala, como a intensa distorção causada por buracos negros. Já a Mecânica Quântica detalha o comportamento de partículas subatômicas, auxiliando na compreensão de efeitos que a física clássica não explicava — como a radiação de corpo negro e a estabilidade atômica.
Imagem: Vitória Gomez via DALL-E
Com a nova proposta, os autores defendem que a unificação das duas visões se torna viável sem sacrificar os testes experimentais que validam cada uma delas.
Com informações de WizyThec

