Imagens de bolas de fogo registradas nas noites de 16 e 17 de outubro na costa leste dos Estados Unidos surpreenderam observadores ao exibirem dois pontos luminosos avançando lado a lado. A aparente duplicidade, atribuída por muitos a um fenômeno raro da chuva de meteoros Oriônidas, tem, segundo especialistas, uma origem bem mais simples: reflexo óptico.
A Sociedade Americana de Meteoros (AMS) recebeu vídeos e fotos de moradores de vários estados norte-americanos, incluindo uma gravação feita em North Branford, Connecticut, na qual os dois rastros brilhantes desaparecem quase simultaneamente no horizonte. Porém, de acordo com Robert Lunsford, da AMS, as câmeras usadas para monitorar o céu podem reproduzir o brilho da bola de fogo na superfície acrílica que protege o equipamento, gerando a falsa impressão de um “meteoro duplo”.
“Esses reflexos surgem sempre na mesma posição em relação ao objeto principal, indicando que não há um segundo meteoro”, disse Lunsford ao site Space.com. O efeito costuma ocorrer em eventos mais luminosos, como bolas de fogo verdes — cor observada também nos registros da Oriônidas deste mês.
A chuva de meteoros, associada aos detritos deixados pelo cometa Halley, ocorre anualmente entre 2 de outubro e 7 de novembro, com pico de até 20 meteoros por hora. Além das ocorrências nos EUA, uma bola de fogo oriunda da mesma chuva riscou o céu do Rio Grande do Sul na madrugada de 18 de outubro. Câmeras do Observatório Heller & Jung, em Taquara, captaram o meteoro às 0h24 (horário de Brasília), quando ele entrou na atmosfera a 100 km de altitude e se desfez a cerca de 52 km.
Imagem: Internet
Apesar do encanto causado pelas imagens de “meteoros gêmeos”, astrônomos reforçam que o fenômeno é resultado de reflexão interna nas lentes e não de um acontecimento astronômico incomum.
Com informações de WizyThec

