A diabetes, condição marcada pela presença elevada de glicose no sangue, não está ligada apenas à ingestão de açúcar. A doença surge quando o organismo produz pouca insulina ou quando as células deixam de responder de forma adequada a esse hormônio fabricado pelo pâncreas, responsável por transportar a glicose para dentro das células e transformá-la em energia.
Quando a insulina falha, o açúcar permanece na corrente sanguínea, altera o metabolismo e compromete o funcionamento de órgãos vitais, elevando o risco de problemas cardíacos e de baixa imunidade.
13 milhões de brasileiros convivem com a doença
Estimativa da Sociedade Brasileira de Diabetes indica que mais de 13 milhões de pessoas no país vivem com algum tipo da doença. O diagnóstico e o tratamento devem ser conduzidos por profissionais de saúde, pois existem diferentes classificações — como os tipos 1, 2, gestacional e outras variações —, cada uma com características e cuidados específicos.
Principais fatores que favorecem o aparecimento da diabetes
Predisposição familiar: ter parentes de primeiro grau com diabetes aumenta o risco, sobretudo quando se soma a hábitos pouco saudáveis.
Resistência à insulina: em algumas situações, o pâncreas produz o hormônio, mas as células não o utilizam corretamente, quadro que pode evoluir para pré-diabetes.
Pressão alta e alterações de colesterol: hipertensão, triglicerídeos elevados ou colesterol fora dos parâmetros estão associados à resistência à insulina.
Excesso de gordura abdominal: a concentração de gordura na região do abdômen sobrecarrega o pâncreas e contribui para o desenvolvimento da doença.
Dieta desequilibrada e sedentarismo: consumo frequente de produtos ultraprocessados, bebidas açucaradas e falta de atividade física favorecem desordens metabólicas.
Imagem: AndreyPopov
Condições de saúde e uso de medicamentos: síndrome dos ovários policísticos, apneia do sono, tratamento prolongado com certos fármacos ou doenças que afetam o pâncreas podem prejudicar a produção ou a ação da insulina.
Diabetes gestacional: alterações hormonais da gravidez podem provocar aumento temporário da glicose. Mulheres com esse histórico têm maior chance de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.
Acompanhamento da glicose
A medição contínua do açúcar no sangue, feita por sensores ligados a aplicativos de celular, facilita o controle diário e permite ajustes rápidos no tratamento, segundo especialistas.
O reconhecimento precoce dos fatores de risco e a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e prática regular de exercícios, são apontados por profissionais de saúde como estratégias essenciais para reduzir a incidência da doença.
Com informações de WizyThec

