São Paulo – O ciberataque que atingiu a Jaguar Land Rover (JLR) no início de setembro deve provocar perdas estimadas em £ 1,9 bilhão (aproximadamente R$ 13,7 bilhões), segundo relatório do Centro de Monitoramento Cibernético (CMC). O montante coloca o incidente como o mais caro já registrado no Reino Unido na área de segurança digital.
As fábricas da montadora em Solihull, Halewood e Wolverhampton ficaram paralisadas por cinco semanas, impacto que também alcançou redes de concessionárias e 5.000 empresas da cadeia de suprimentos. A previsão do CMC é que a recuperação total das operações só ocorra em janeiro de 2026.
Escala de gravidade
O CMC classificou o episódio como de Categoria 3 em uma escala que vai até 5, reservada para as ocorrências mais críticas. Ciaran Martin, presidente do comitê técnico do órgão, destacou que o caso deve servir de alerta para outros setores, já que o custo se aproxima de £ 2 bilhões e supera qualquer registro anterior no país.
Impacto financeiro
Mais da metade das perdas ficará com a própria JLR, que arcará com lucros cessantes e despesas de recuperação. O restante será absorvido por fornecedores e por segmentos locais de hospitalidade e serviços afetados pelo período de paralisação.
Possível ransomware
O relatório não descreve o tipo de ataque, mas especialistas apontam para a possibilidade de ransomware, modalidade em que redes são criptografadas e liberadas apenas mediante pagamento. Um grupo hacker conhecido por outras invasões de alto perfil reivindicou autoria, sem confirmação oficial até o momento.
Imagem: solarseven
Posicionamento da empresa
Pertencente ao grupo indiano Tata Motors, a Jaguar Land Rover evitou comentar os valores apresentados pelo CMC. A companhia limitou-se a informar que a produção vem sendo retomada de forma gradual.
Com informações de WizyThec

