São Paulo — A combinação do Pix integrado ao WhatsApp e de recursos de inteligência artificial (IA) adotados por bancos e fintechs colocou o Brasil na liderança mundial de serviços bancários móveis, informou a Bloomberg.
Pix no WhatsApp ganha força
Disponível desde 2020, o Pix passou a operar dentro do WhatsApp no ano passado, permitindo transferências sem que o usuário abra o aplicativo do banco. A iniciativa impulsionou a popularidade do sistema, que já superou Estados Unidos e Reino Unido em volume de operações móveis, segundo a agência.
Mensagens viram pagamentos
Bancos como PicPay, Itaú e Nubank implementaram IA para simplificar transferências. O recurso conhecido como “Pix por áudio ou mensagem” converte textos, gravações de voz ou imagens enviados no WhatsApp em pagamentos automáticos; o cliente apenas confirma a operação. No Nubank, a função foi ativada no aplicativo de mensagens no início do mês passado.
Mercado se adapta ao novo cenário
Para Guilherme Horn, chefe de mercados estratégicos do WhatsApp, a união entre IA e Pix transformou o Brasil em “berço de soluções inovadoras”. Já Fábio Licere, sócio-líder de gestão de risco financeiro da KPMG, avalia que o ambiente regulatório favorável estimula a adoção dessas tecnologias e serve de referência a outros países.
Nem todas as empresas, porém, acompanham o ritmo. Visa, Mastercard e algumas big techs criticam a vantagem competitiva do Pix, enquanto bancos tradicionais como Banco do Brasil e Bradesco começam a expandir o serviço. O Bradesco liberou Pix via WhatsApp em julho, e o Banco do Brasil utiliza IA para processar pedidos de transferência a partir de imagens desde o mês passado.
Imagem: chayanuphol
Segurança segue prioridade
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aponta a IA generativa como foco estratégico do setor. Apesar de relatos de golpes em redes sociais, as instituições afirmam que o Pix dentro do WhatsApp é seguro e exige autenticação do usuário. Até agora, nenhum banco comunicou violações de segurança ligadas ao recurso, de acordo com a Bloomberg.
Com informações de WizyThec

