Pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, apresentaram uma nova abordagem baseada em inteligência artificial (IA) capaz de estimar com mais exatidão o risco de ataques cardíacos. O estudo, publicado na revista The Lancet Digital Health, avaliou dados de mais de 600 mil pacientes de 10 países e é considerado o maior levantamento já feito sobre modelagem de risco para Síndrome Coronariana Aguda sem Supradesnivelamento do Segmento ST (SCA-SST).
A SCA-SST se caracteriza pela redução repentina do fluxo sanguíneo para o coração e representa a forma mais comum de infarto no mundo. Atualmente, médicos utilizam a pontuação GRACE para indicar o momento ideal do tratamento, mas os autores do estudo destacam que muitos pacientes podem estar classificados de forma inadequada.
GRACE 3.0: versão aprimorada com IA
Com apoio de algoritmos de aprendizado de máquina, os cientistas desenvolveram o GRACE 3.0. A plataforma identifica os pacientes que mais se beneficiariam de intervenções precoces, como angiografia e implante de stent. Segundo o cardiologista Thomas F. Lüscher, integrante da pesquisa, o novo sistema “é a ferramenta mais avançada e prática até agora para tratar pacientes com o tipo mais comum de ataques cardíacos”.
Ao aumentar a precisão na estratificação de risco, a tecnologia poderá reduzir diagnósticos equivocados, direcionar recursos de forma mais eficiente e ajudar na personalização dos tratamentos. Os autores acreditam que, uma vez incorporado às diretrizes clínicas, o GRACE 3.0 tem potencial para salvar vidas e diminuir custos hospitalares.
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Os resultados reforçam o papel da inteligência artificial como aliada dos profissionais de saúde, apontando caminhos para melhorar a tomada de decisão em situações de emergência cardíaca.
Com informações de WizyThec

