Observadores do céu terão uma sequência incomum de fenômenos nesta semana. Além da chuva de meteoros Oriônidas, que atinge o auge entre a noite desta segunda-feira (20) e a madrugada de terça (21), dois cometas — R2 SWAN e C/2025 A6 Lemmon — cruzam o firmamento com poucas horas de intervalo.
Dois cometas em rota próxima
O cometa R2 SWAN passou pelo ponto de maior proximidade com a Terra (perigeu) em 12 de outubro, a 0,25 unidade astronômica (cerca de 37,5 milhões de quilômetros). Já o C/2025 A6 Lemmon atinge o perigeu nesta terça-feira (21), a 0,59 unidade astronômica (aproximadamente 89,2 milhões de quilômetros). Dependendo da localização do observador, ambos podem ser vistos no mesmo período noturno.
Chuva de meteoros Oriônidas
Ativa de 2 de outubro a 7 de novembro, a Oriônidas tem pico previsto para a madrugada desta terça-feira (21). A atividade média é de cerca de 20 meteoros por hora, tornando-se a chuva mais intensa desta época do ano. Os fragmentos são restos do cometa Halley, que volta ao Sistema Solar interno a cada 76 anos; ao entrar na atmosfera terrestre, queimam a 67 km/s (241 mil km/h) e formam rastros luminosos.
Embora o radiante esteja na constelação de Órion, no hemisfério norte celeste, o fenômeno é bem visível no Brasil. Nas regiões com pouca poluição luminosa e céu limpo, podem ser contados entre 15 e 20 meteoros por hora; em áreas urbanas, a estimativa cai para 5 a 10.
Melhor horário para observar
Segundo o portal InTheSky.org, em São Paulo o radiante surge por volta das 22h50 (horário de Brasília) desta segunda (20) e permanece visível até 5h de terça, minutos antes do amanhecer. O momento mais favorável ocorre no fim da madrugada, quando o radiante atinge cerca de 50° acima do horizonte leste. Nessa condição, a previsão é de aproximadamente 11 meteoros por hora.
Condições de visibilidade
A Lua inicia a semana no final da fase minguante e entra em fase nova até 28 de outubro, deixando o céu mais escuro. Sem nuvens e com baixa iluminação artificial, o cenário se torna ideal para observar tanto a chuva de meteoros quanto os dois cometas.
Imagem: Observatório Heller Jung
Dicas de observação
— Olhe para o leste, direção onde nasce o Sol e onde se localiza Órion;
— A partir das 3h, o radiante estará a cerca de 30° de altitude, alcançando 50° perto das 5h;
— Não são necessários binóculos ou telescópios; basta um local escuro e 20 minutos para adaptação dos olhos;
— Aplicativos como Stellarium, Star Walk ou SkyView ajudam a identificar a constelação.
A chuva de meteoros Táuridas do Sul, ativa até 5 de novembro, apresentou um pico antecipado no domingo (19) e pode somar alguns rastros adicionais ao céu nesta mesma janela de observação.
Para quem tiver paciência e céu limpo, a combinação de meteoros e cometas promete um espetáculo raro nesta semana.
Com informações de WizyThec

