Berlim (Alemanha) – Estudos apresentados no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica revelam resultados promissores para pacientes com câncer de mama HER2 positivo em estágio inicial. Os trabalhos avaliaram o uso de anticorpos conjugados à droga (ADCs, na sigla em inglês), medicamentos que unem um anticorpo monoclonal a um agente quimioterápico a fim de entregar a substância diretamente às células tumorais.
Taxa de eliminação do tumor chega a 70%
Em uma das pesquisas, 927 pacientes receberam quimioterapia neoadjuvante combinada ao trastuzumabe deruxtecano (T-DXd). Ao final do tratamento, 70% dos participantes não apresentavam sinal residual do câncer. Além disso, efeitos colaterais severos foram relatados por 40% das pessoas no grupo que tomou o ADC, contra 56% entre aquelas submetidas ao protocolo convencional.
Risco de recorrência cai pela metade
Outro estudo acompanhou 1.600 pacientes de alto risco com resquícios invasivos da doença após terapia padrão. Metade recebeu T-DXd e a outra metade, trastuzumabe entansina (T-DM1). O novo fármaco reduziu em 53% o risco de recorrência invasiva ou morte quando comparado ao medicamento já utilizado.
Efeitos adversos monitoráveis
Embora eficientes, os ADCs também apresentaram eventos adversos. A incidência de doença pulmonar intersticial relacionada ao tratamento foi de 9,6% entre os que usaram T-DXd, ante 1,6% no grupo T-DM1. Segundo os pesquisadores, a maioria dos casos foi classificada como grau 1 ou 2, indicando possibilidade de manejo com acompanhamento adequado.
Imagem: Karynav
Os resultados sugerem que as terapias com anticorpos conjugados podem se tornar o novo padrão para pacientes com câncer de mama HER2 positivo em situação de alto risco, oferecendo maior eficácia e menor toxicidade em comparação aos tratamentos atuais.
Com informações de WizyThec

