Pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) desenvolveram um canudo biodegradável que muda de cor ao entrar em contato com bebidas contaminadas por metanol. A tecnologia surge em meio ao alerta do Ministério da Saúde, que já confirmou 46 casos de intoxicação pelo solvente no país, resultando em oito mortes — seis em São Paulo e duas em Pernambuco.
Como funciona
O canudo contém um capilar interno que conduz a bebida até uma coluna de reação colorimétrica. Caso o líquido apresente metanol, o indicador assume uma tonalidade específica, permitindo a identificação imediata da contaminação.
Patente e produção
Os protótipos estão sendo avaliados na Fundação Parque Tecnológico de Campina Grande, enquanto o pedido de patente tramita no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Segundo a equipe da UEPB, pelo menos duas grandes empresas já manifestaram interesse em produzir o item em larga escala. O preço estimado ao consumidor é de aproximadamente R$ 2 por unidade.
A universidade avalia se transferirá a tecnologia para o setor privado ou se assumirá a fabricação com apoio governamental. A expectativa é de que o produto chegue ao mercado “em poucos meses”, afirmou o professor Félix Brito.
Outras iniciativas
Além do canudo, pesquisadores do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) criaram um “nariz eletrônico” capaz de detectar o solvente. O equipamento usa inteligência artificial para reconhecer odores a partir de uma única gota da bebida, entrega o resultado em até 60 segundos e apresenta margem de segurança de 98%. Até o momento, os testes ocorreram somente em laboratório.
Imagem: Kittisak Kaewchalun
O Ministério da Saúde informou que analisa o uso de ambas as tecnologias para acelerar a identificação de bebidas contaminadas.
Com informações de WizyThec

