Uma equipe vinculada ao projeto Ocean Species Discoveries apresentou a descrição de 14 espécies recém-identificadas em diferentes regiões e profundidades do planeta. O trabalho, publicado no Biodiversity Data Journal, reforça o esforço global para acelerar a catalogação da vida nos oceanos.
Descobertas em águas profundas
Entre os achados, dois moluscos chamam a atenção:
- Veleropilina gretchenae – coletado na Fossa das Aleutas, a 6.465 metros, é o registro mais profundo do grupo;
- Myonera aleutiana – encontrado perto das Ilhas Aleutas, a 5.280 metros, 800 metros além de qualquer outro representante já conhecido do gênero.
Outro molusco, Laevidentalium wiesei, surgiu a mais de cinco mil metros de profundidade e traz um ineditismo: uma anêmona-do-mar estava fixada externamente à concha, primeira vez que essa relação é observada nesse gênero.
Crustáceos e o parasita “pipoca”
Nos crustáceos, o destaque é Apotectonia senckenbergae, registrado em fontes hidrotermais da Dorsal de Galápagos, a 2.602 metros. Já o isópode Zeaione everta ganhou o apelido de “parasita pipoca” porque as fêmeas apresentam protuberâncias nas costas que lembram grãos de milho estourados. O animal vive na zona entre-marés da Austrália e inaugurou um gênero próprio.
Meta é acelerar a taxonomia
Os autores defendem descrições padronizadas e objetivas para reduzir a lacuna entre o número estimado de espécies marinhas – cerca de dois milhões – e o total oficialmente nomeado. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), aproximadamente 91% da biodiversidade oceânica segue sem classificação e mais de 80% do fundo do mar permanece inexplorado.
Imagem: Senckenberg Ocean Species Alliance
Esta é a segunda grande leva de espécies apresentada pela iniciativa, que incluiu ainda dois novos gêneros entre as 14 descrições agora divulgadas.
Com informações de WizyThec

