A América Latina e o Caribe figuram entre as regiões com matriz elétrica mais limpa do planeta, segundo dados da plataforma Statista. Cerca de 60% da eletricidade consumida nesses países já provém de fontes renováveis, percentual superior ao registrado pela União Europeia, que ainda permanece abaixo de 50%.
O movimento ganha impulso a partir do Brasil, onde aproximadamente 88% da geração de eletricidade tem origem renovável, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. Esse desempenho coloca o país como referência na substituição de combustíveis fósseis por opções sustentáveis.
Investimentos em expansão
Levantamento da BNamericas indica que mais de 1.800 projetos de energia limpa estão em desenvolvimento na região, somando investimentos estimados em US$ 113 bilhões (cerca de R$ 610 bilhões). Os números reforçam o avanço de iniciativas que buscam atender a crescente demanda global — pressionada, entre outros fatores, pelo aumento do uso de inteligência artificial — sem ampliar a pegada de carbono.
Desafios no México
Apesar da expansão regional, ainda há espaço para avanços. No México, por exemplo, 75% da eletricidade continua sendo gerada a partir de fontes fósseis. Autoridades mexicanas projetam reduzir esse índice nos próximos anos, alinhando o país às metas de descarbonização.
Imagem: tigerstrawberry
COP 30 em Belém
O tema deve ganhar evidência entre 10 e 21 de novembro, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), marcada para Belém, no Pará. Espera-se que o encontro resulte em novos compromissos para acelerar a adoção de fontes renováveis e, consequentemente, consolide o protagonismo latino-americano na agenda climática.
Com informações de WizyThec

