A marca independente malaia Ming apresentou a Polymesh, pulseira de relógio produzida por impressão 3D a laser em titânio grau 5. O acessório combina a maleabilidade típica de tecidos, a leveza da borracha e a resistência do metal, segundo a empresa.
A pulseira e a fivela são impressas como uma única unidade composta por 1.693 peças conectadas, sem uso de pinos ou parafusos. A estrutura em fileiras de triângulos equiláteros garante flexibilidade, mantendo a durabilidade do titânio.
Sete anos de desenvolvimento
O projeto levou sete anos e contou com parceiros na Itália e na Suíça. Entre os principais desafios estiveram o risco de fusão dos componentes durante a impressão e o caráter explosivo do pó de titânio utilizado como matéria-prima.
Para que a pulseira e a fivela saiam da impressora como um único conjunto, a Ming precisou trabalhar com folgas inferiores a 70 mícrons, cerca da espessura de um fio de cabelo. Cada unidade leva várias horas para ser fabricada em ambiente de gás inerte.
Disponibilidade e próximos passos
Embora outras marcas já usem impressão 3D em relógios, a Ming afirma ser a primeira a aplicar a técnica especificamente em pulseiras ou braceletes. A última inovação semelhante no setor foi a pulseira Oysterflex da Rolex, lançada em 2015.
Imagem: Divulgação
A empresa prepara uma versão em aço inoxidável e uma opção de 22 mm de largura, além da atual de 20 mm. A Polymesh já pode ser encomendada por 1.500 francos suíços (aproximadamente US$ 1.900 ou mais de R$ 10 mil), com prazo de entrega estimado entre seis e oito semanas.
Com informações de WizyThec

