Tornados magnéticos no espaço podem provocar tempestades geomagnéticas invisíveis aos radares

Date:

Um estudo divulgado neste mês no periódico The Astrophysical Journal identificou vórtices magnéticos compactos que surgem no espaço entre o Sol e a Terra e que podem desencadear tempestades geomagnéticas sem origem solar aparente. A descoberta esclarece episódios registrados por especialistas em que perturbações no campo magnético terrestre ocorreram sem a presença de Ejeções de Massa Coronal (CMEs), tradicionalmente apontadas como a principal causa desse tipo de evento.

O que foi observado

Segundo a equipe de pesquisa, as novas estruturas – descritas como “tornados” ou cordas de fluxo magnético – se formam localmente no plasma turbulento do vento solar. Diferentemente das gigantescas CMEs, esses vórtices são menores, porém capazes de gerar campos magnéticos intensos e duradouros que, sozinhos, bastam para afetar equipamentos em órbita e redes elétricas em solo.

Como a descoberta ocorreu

Modelos computacionais criados para rastrear CMEs usam blocos de análise de aproximadamente 1,6 milhão de quilômetros de lado, resolução insuficiente para detectar cordas de fluxo. Para contornar a limitação, os autores concentraram alta definição apenas na região onde a turbulência surge, obtendo uma visão até 100 vezes mais detalhada. O método revelou que, na fronteira entre uma CME veloz e o vento solar lento à frente, forma-se um conjunto complexo de vórtices magnéticos comparado a uma frente de tempestade terrestre gerando vários tornados.

Riscos para a infraestrutura

Os campos produzidos por essas cordas de fluxo podem induzir correntes elétricas anômalas no solo, danificar transformadores, provocar apagões em larga escala e comprometer a eletrônica de satélites, afetando serviços de GPS, comunicações e transmissão de dados.

Necessidade de monitoramento

Os autores Mojtaba Akhavan-Tafti e W. Manchester, do Programa de Investigação em Clima Espacial (SWIFT), alertam que o monitoramento atual, baseado em poucos satélites pontuais, pode não registrar adequadamente a aproximação desses vórtices. Eles defendem o lançamento de missões com múltiplos satélites para coletar medições simultâneas em vários pontos, possibilitando a construção de uma imagem tridimensional das estruturas e fornecendo tempo de resposta para proteger sistemas críticos.

Sem uma constelação dedicada, explicam os pesquisadores, a passagem de uma corda de fluxo pode ser registrada como uma simples anomalia, sem indicar o perigo real para a Terra.

Com informações de WizyThec

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhar postagem:

Popular

Relacionados

Projetor portátil BYINTEK U4 entra em promoção na Amazon com resolução Full HD e Android integrado

O projetor portátil BYINTEK U4 está com preço promocional...

Banco de dados expõe 149 milhões de senhas de Gmail, Instagram e gov.br

Um banco de dados sem qualquer proteção revelou 149...

Lua entra em fase Nova nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A Lua apresenta-se em fase Nova nesta quinta-feira (22),...

Receita Federal oferece iPhone 15 a partir de R$ 1,3 mil em leilão online

A Receita Federal vai leiloar 289 lotes de produtos...