Diminuir a tensão elétrica de peças específicas do computador, prática conhecida como undervolt, pode reduzir temperatura e consumo de energia. No entanto, a técnica requer cautela. Especialistas alertam que ajustes mal realizados provocam instabilidade, travamentos e até danos permanentes. Veja quatro componentes que pedem vigilância redobrada ao reduzir a voltagem.
CPU
O processador é um dos alvos mais comuns do undervolt, principalmente em notebooks que sofrem com aquecimento. Processadores atuais utilizam algoritmos de boost dinâmico que dependem de uma faixa precisa de energia. Se a tensão for cortada além do limite tolerável, o sistema pode apresentar telas azuis, reinícios inesperados ou perda de desempenho. Em casos extremos, o silício pode degradar antes do previsto.
GPU e VRAM
Ferramentas como MSI Afterburner facilitam o ajuste de tensão na placa de vídeo. Contudo, a GPU possui domínios de energia distintos: núcleo e memória. Reduzir somente o núcleo e ignorar a VRAM abre espaço para artefatos visuais, congelamentos em jogos e possível dano irreversível aos módulos de memória.
Memória RAM
Diferente do overclock, o undervolt de RAM é pouco recomendado. Módulos DDR4 e DDR5 são projetados para operar em valores rígidos, geralmente 1,35 V nos perfis XMP/EXPO. Abaixo disso, o PC pode falhar na inicialização, corromper arquivos ou exigir reinstalação completa do sistema operacional.
Placa-mãe e VRMs
Os módulos reguladores de voltagem (VRMs) da placa-mãe convertem os 12 V da fonte para níveis adequados à CPU e a outros componentes. Um undervolt agressivo força esses circuitos a operar fora da faixa recomendada, provocando oscilações elétricas que comprometem a estabilidade de todo o computador. A longo prazo, os VRMs podem superaquecer e perder eficiência.
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Antes de alterar qualquer valor de tensão, é essencial consultar informações específicas do modelo, utilizar softwares apropriados e realizar testes de estabilidade extensos. A busca por um sistema mais silencioso e econômico não deve colocar componentes críticos em risco.
Com informações de WizyThec

