O bocejo não é um comportamento restrito aos seres humanos. De acordo com o biólogo comportamental Dr. Andrew Gallup, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, diversas espécies terrestres e aquáticas alongam o crânio de modo prolongado para aumentar o fluxo sanguíneo no cérebro – movimento conhecido popularmente como bocejo.
Em entrevista ao site britânico IFLScience, Gallup explicou que o gesto introduz sangue arterial enquanto promove a saída do sangue venoso, processo que pode auxiliar na excitação e na transição de estados comportamentais.
Vertebrados na lista
Segundo o pesquisador, há indícios de que todos os vertebrados apresentem bocejos ou, ao menos, abram a mandíbula de maneira semelhante. O comportamento já foi registrado em anfíbios, peixes, aves, répteis e mamíferos.
Bocejo contagioso
Gallup também destacou a existência do chamado “bocejo contagioso”, quando um indivíduo reproduz o ato após observá-lo em outro. Há relatos de elefantes imitando o bocejo de cuidadores humanos e de diferentes espécies transmitindo o gesto entre si.
Estudo com peixes-zebra
Pesquisadores da Universidade de Pisa e da Escola de Estudos Avançados Sant’Anna, ambas na Itália, monitoraram peixes-zebra e confirmaram não apenas a ocorrência do bocejo, mas também o contágio do comportamento entre exemplares da mesma espécie. Os resultados foram publicados na revista Nature.
Imagem: Milla Rasila
Embora nem todos os animais demonstrem o ato, as observações reunidas por Gallup e por outros grupos de pesquisa reforçam a hipótese de que o bocejo tenha funções fisiológicas comuns a grande parte dos vertebrados.
Com informações de WizyThec

