Pela primeira vez, as fontes renováveis geraram mais eletricidade que o carvão no planeta. No primeiro semestre de 2025, essas fontes produziram 5.072 TWh, alta de 7,7% em relação ao mesmo período de 2024, e alcançaram 34,3% da matriz elétrica global.
Os números constam de relatório divulgado pela think tank Ember. No mesmo intervalo, o carvão recuou 0,6%, passando a 4.896 TWh e reduzindo sua participação de 34,2% para 33,1%.
Quedas no carvão e no gás
A geração a gás também apresentou leve retração de 6,3 TWh (-0,2%), mantendo 23% da matriz mundial. A diminuição nesses dois combustíveis fósseis compensou um pequeno avanço em outras fontes fósseis (+10 TWh, +2,5%), resultando em redução geral de 27 TWh (-0,3%) na produção de eletricidade a partir de combustíveis fósseis.
Desempenho regional
China e Índia registraram baixa no uso de carvão, enquanto a expansão de eólica e solar cobriu todo o crescimento da demanda de eletricidade. Na União Europeia, gás e, em menor escala, carvão cresceram para suprir quedas em hidrelétrica, bioenergia e vento.
Nos Estados Unidos, a geração a carvão subiu após medidas federais que favoreceram a reabertura de usinas, mas o gás recuou; o avanço das renováveis não foi suficiente para atender ao aumento da demanda.
Emissões quase estáveis
As emissões globais de CO2 do setor elétrico caíram 0,2%. Sem o ganho de solar e eólica, haveria alta estimada de 236 MtCO2 (+3,9%). Entre as quatro maiores economias emissoras, China (-46 MtCO2, -1,7%) e Índia (-24 MtCO2, -3,6%) reduziram emissões, enquanto União Europeia (+13 MtCO2, +4,8%) e Estados Unidos (+33 MtCO2, +4,3%) tiveram alta.
Imagem: CreativeNaturenl
Avanço da energia solar
A geração solar registrou o maior aumento absoluto da história: 31% no semestre, atingindo 8,8% da matriz mundial – mais que o dobro de 2021. Pelo menos 29 países produziram mais de 10% de sua eletricidade a partir do sol; em 2021 eram 11. Entre os 20 maiores produtores, sete nações – Hungria, Grécia, Holanda, Paquistão, Espanha, Austrália e Alemanha – geraram 20% ou mais via solar.
A China respondeu por 55% (168 TWh) do crescimento global da fonte, seguida por Estados Unidos (14%, 44 TWh), União Europeia (12%, 37 TWh) e Índia (6%, 17 TWh).
Outras fontes de baixo carbono
A produção nuclear aumentou 33 TWh (+2,5%) e outras renováveis somaram 3,6 TWh (+4,7%). Já a hidrelétrica recuou 42 TWh (-2%) e a bioenergia caiu 2,7 TWh (-1%).
Com informações de WizyThec

