A Motion Picture Association (MPA) acusou a OpenAI de permitir a exibição de cenas e personagens de grandes estúdios sem autorização no Sora 2, modelo de geração de vídeos por inteligência artificial lançado recentemente.
Logo após a estreia do serviço, circulou um clipe em que James Bond joga pôquer com Sam Altman, diretor-executivo da OpenAI, além de imagens do personagem Mario. Nenhum dos estúdios responsáveis foi consultado, segundo a entidade.
“Vídeos que violam filmes, programas e personagens de nossos membros proliferaram no serviço da OpenAI e nas redes sociais”, declarou Charles Rivkin, CEO da MPA, em comunicado enviado à imprensa.
Sistema de veto é considerado insuficiente
O Sora 2 disponibiliza um mecanismo que permite aos detentores dos direitos solicitar bloqueio de uso de suas obras. Para a MPA, porém, a medida não resolve o problema, pois transfere a responsabilidade para os estúdios.
Em resposta às críticas, Sam Altman afirmou em seu blog pessoal que fornecerá mais ferramentas de controle aos titulares e prometeu uma atualização destinada a reforçar a proteção de direitos autorais. Ele não garantiu, contudo, a remoção imediata de conteúdos já publicados, dizendo que o processo exigirá “algumas iterações”.
Antecedentes nas disputas por direitos autorais
A polêmica se soma a casos recentes envolvendo outras plataformas de IA. Em junho de 2025, Disney e Universal processaram a Midjourney por permitir a criação de vídeos e imagens com material protegido. Três meses depois, a Warner Bros. apresentou ação semelhante.
Imagem: Divulgação
Nesses processos, a Midjourney argumentou que os conteúdos gerados se enquadram no uso justo (“fair use”) e atribuiu possíveis violações exclusivamente aos usuários, linha de defesa que a OpenAI também passou a adotar.
Com o novo episódio, volta à pauta a discussão sobre quem deve arcar com a responsabilidade legal quando sistemas de inteligência artificial utilizam obras protegidas sem autorização: as plataformas ou seus usuários.
Com informações de WizyThec

