Pesquisas conduzidas pela Universidade de Stanford e publicadas nos periódicos Cell Reports Physical Science e Solar Energy Materials and Solar Cells indicam que novas tintas capazes de refletir até 95 % da radiação solar conseguem manter superfícies vários graus mais frias que o ambiente.
Os estudos detalham o uso do chamado resfriamento radiativo, processo em que a tinta reflete a maior parte da luz visível e dispersa calor na forma de radiação infravermelha. Em condições ideais, as medições registraram redução de temperatura de até 10 °C em relação ao ar ao redor, mesmo sob incidência direta do sol.
A tecnologia, ainda em fase de testes, é apontada como alternativa para minimizar o consumo de ar-condicionado em regiões quentes. Telhados e fachadas expostos ao sol são as áreas mais indicadas para aplicação, já que recebem maior quantidade de radiação.
Além de dispensar eletricidade para funcionar, as tintas estão sendo avaliadas para uso em ambientes urbanos de clima extremo e até em projetos espaciais, segundo os pesquisadores. Ao refletir o calor em vez de absorvê-lo, o material ajuda a manter a temperatura interna mais estável ao longo do dia, reduzindo a necessidade de sistemas de refrigeração artificial.
Imagem: inteligência artificial
Embora os testes ainda ocorram em ambientes controlados, as evidências iniciais sugerem ganhos expressivos de conforto térmico e eficiência energética, com potencial impacto em construções residenciais e comerciais.
Com informações de WizyThec

