A Terra foi atingida em 19 de janeiro de 2026 pela tempestade de radiação solar mais forte dos últimos 23 anos. O Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) classificou o episódio no nível S4, considerado “severo” e superior ao registrado durante as célebres tempestades solares do Halloween, em outubro de 2003.
O evento coincidiu com uma tempestade geomagnética de categoria G4, responsável por auroras observadas em várias partes do planeta no mesmo dia. A radiação intensa foi impulsionada por uma erupção solar de classe X1.9, associada a uma ejeção de massa coronal (CME) capturada pelos observatórios SDO e SOHO da NASA.
Como a tempestade se forma
Explosões magnéticas no Sol aceleram grandes quantidades de prótons a frações significativas da velocidade da luz. Essas partículas percorrem cerca de 150 milhões de quilômetros em poucos minutos, alcançando a Terra e penetrando parcialmente o campo magnético, especialmente sobre as regiões polares.
Escala de intensidade
A NOAA usa uma escala que varia de S1 (fraca) a S5 (extrema) para tempestades de radiação. O episódio de segunda-feira atingiu S4, patamar que:
- Eleva a exposição à radiação para astronautas e tripulações de voos em rotas polares;
- Pode gerar falhas temporárias em satélites, sensores e instrumentos de coleta de dados;
- Raramente representa perigo direto para pessoas no solo, protegidas pela atmosfera e pela magnetosfera.
Efeitos no espaço e no solo
Relatórios de meteorologistas espaciais indicaram interrupções pontuais em medições de satélites durante a passagem do fluxo de prótons. Ainda que não tenha sido um evento “nível do solo” — quando partículas chegam a ser detectadas diretamente na superfície —, a radiação acentuada exige atenção de agências espaciais e companhias aéreas que operam em altas latitudes.
Imagem: NASA
Diferença para tempestades geomagnéticas
Tempestades de radiação solar (S) envolvem partículas altamente energéticas que alcançam a Terra em minutos. Já tempestades geomagnéticas (G) decorrem da interação do vento solar com o campo magnético, podendo ocorrer horas ou dias depois da ejeção coronal e provocar auroras, além de afetar sistemas de navegação, comunicação e distribuição de energia.
A tempestade S4 desta segunda-feira reforça a importância de monitoramento constante do clima espacial, especialmente em períodos de maior atividade solar.
Com informações de WizyThec

